Sonhos de futebol: Vocês constroem o blog.

Este blog é destinado para todos aqueles que...
sempre sonharam em se tornar um jogador de futebol....

Todos nós
sabemos o quanto é difícil se tornar um jogador profissional

Então resolvi fazer este  blog contando as
histórias de jogadores de futebol...
Contando como tudo começou,se deu certo ou não,o que vocês passaram,como foi toda a sua trajetória,etc

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Um caipira em Roma

Por Alexandre Salvador
São Paulo (SP) - Em sua segunda temporada na Itália, Cicinho diz que sair do Real Madrid foi a melhor coisa que fez. Mas quer, como todo bom provinciano, voltar logo ao Brasil.
Confira a entrevista na íntegra:
Como você avalia o inicio de segunda temporada da Roma?
Nós não tivemos um bom começo, vivendo um período de altos e baixos tanto no Campeonato Italiano quanto na Champions. O mais importante é que o time está adquirindo uma identidade bacana, voltando a jogar o melhor futebol, assim como nós terminamos a temporada passada. Não tem crise ainda, não.
Mas a equipe não ganha um Campeonato Italiano há sete anos. Como está a pressão por títulos?
A imprensa está caindo matando (risos). Ainda mais porque a Lazio, que é nosso principal rival, está em uma fase muito boa. A cobrança está sendo muito forte, então temos que vencer a todo custo. A torcida daqui é muito fanática, assim como no Brasil. Depois que eu saí do São Paulo, vivi dois anos tranqüilos no Real Madrid. Existe uma expressão que eles costumam dizer aqui: “Mi raccomando!” É o equivalente a: “Vamo lá, quero ver no próximo jogo!” Isso irrita às vezes, mas nós estamos tranqüilos. Estou feliz aqui e é isso que importa.
É bom contar com um elenco repleto de brasileiros (são oito no total)?
Eu tive sorte de encontrar vários brasileiros desde quando saí do Brasil. No Real tinha o Roberto (Carlos), Ronaldo, Robinho e o Julio (Baptista). A gente se sente em casa, bem “tranquilão” mesmo. Saímos para jantar sempre. Aqui tem uma churrascaria brasileira e nos reunimos lá. Os gostos são um pouco diferentes, é verdade. O Juan é o pagodeiro do Rio de Janeiro, o Doni é o rapper do time e eu sou o caipira (risos). Mas na comida é todo mundo mais ou menos parecido.
Como foi sua recepção na Itália?
Foi muito bacana. Fui recebido aqui por cinco mil pessoas no aeroporto. Dizem que o último que teve uma recepção dessas foi o Batistuta. Foi uma coisa que me surpreendeu bastante. No vestiário os jogadores me tratando muito bem, com igualdade e me ajudando muito. Isso foi fundamental para minha adaptação aqui na Itália.
E as comparações com o Mancini. Já acabaram?
Já controlei. No começo eles queriam que eu jogasse mais no ataque, e eu falei que não. Falei que se fosse para jogar no ataque eu iria embora. Mas o treinador sabia que eu tinha sido contratado como lateral e foi tudo numa boa. No entanto, depois dos três primeiros jogos eu tive que dar uma entrevista e avisar que eu era o Cicinho, não o Pelé, nem o Ronaldinho Gaúcho. Começaram a falar que eu não era tudo aquilo que esperavam e tive que explicar que eu era um jogador defensivo.
E o italiano? Já fala ou está mais difícil que o espanhol?
Estamos engatinhando. Eu e minha esposa estamos fazendo aulas duas vezes por semana. Aqui a gente é muito cobrado a dar entrevistas em italiano, mas eu falei que prefiro aprender primeiro para depois dar uma entrevista. Agora, para as pequenas coisas, dá para se virar legal.
Como foi eliminar Real da última Champions, seu ex-clube e um dos favoritos ao título?
Foi a melhor sensação do mundo. Foi um jogo no qual eu consegui jogar bem, fui muito elogiado tanto aqui (em Roma) quanto em Madri. Tem sempre aquele gostinho especial quando é o ex-clube e eu tive essa oportunidade bem cedo. Tinha acabado de sair do Real Madrid. É um gosto diferente, a gente faz como se fosse o jogo da vida, dar aquele algo a mais.
E reencontrar seus companheiros de clube, como Raúl, Casillas, van Nistelrooy. Como foi?
Foi normal. Nunca tive proximidade com os espanhóis. Ficava mais com os estrangeiros, caso do Zidane, Beckham, Woodgate, Gravesen. O Sergio Ramos foi o único espanhol com quem fiz amizade, que me cumprimentou como amigo. Ele é uma grande pessoa.
Falando em Madri, do que você sente mais falta dos tempos de Real?
Graças a Deus eu tive uma passagem ótima por Madri, ganhei um título (do Campeonato Espanhol) e um vice na outra temporada, mas saudade eu não tenho nenhuma, te juro. Se você conversar com o Julio Baptista você vai ver que é a mesma situação. Quando eu saí do Real eu fiz a escolha certa, não me sentia feliz ali. Eram muitos problemas internos, jogadores que falavam coisas para a imprensa. Foi uma coisa que me atrapalhou muito, já que eu nunca tinha convivido com isso. No Brasil todo mundo era amigo e ali era aquele ciúme.
Então os jogadores da Roma são mais humildes do que os do Real Madrid?
Com certeza. E este é um ponto muito positivo. Aqui não tem a briga de vaidades, todos caminham do mesmo lado.
Você acha que o Beckham, ex-companheiro de Real, vai se dar tão bem quanto você na Itália?
Tenho certeza. Ele é um grande jogador e uma ótima pessoa. Não tenho dúvidas de que vai jogar muito no Milan.
Por que quando está no Brasil você costuma dar uma passada no CT?
Vou ao São Paulo pelo carinho que tenho pelas pessoas que trabalham lá, alguns amigos que ainda jogam no clube. Não sou só eu que faço isso, muitos jogadores que por ali passaram acabam tendo esta atitude porque é um lugar no qual todos nos recebem de braços abertos. Temos que retribuir este carinho, mesmo quando estamos alguns poucos dias aí no Brasil.
Quando pretende voltar ao Tricolor?
Em breve, porque minha vontade de voltar é muito grande. Se fosse só por minha vontade, voltava hoje para o Brasil. Mas eu prefiro deixar o barco correr, não tenho uma data ainda.
Você acha que Maicon e Daniel Alves, os últimos convocados pelo Dunga, estão em melhor fase que você e, por isso, merecem mais a convocação?
Eu não acho que eles estão piores do que, nem eu melhor do que eles. É uma questão de confiança. O Maicon foi um jogador convocado pelo Dunga desde a sua primeira partida. Eu prefiro ficar trabalhando e, no momento certo, estar presente na seleção e dar meu máximo. O momento agora é de trabalhar para que eu possa fazer parte. Eu me sinto tão bem quanto eles. Já passou aquele momento de contusão, mas quem sabe o momento certo é o treinador e eu só tenho que respeitar e trabalhar.
Já conversou com o Dunga sobre sua situação? ?
Nunca tive a oportunidade de falar com ele e acho que isso não ajuda. Acho que o treinador é inteligente o suficiente para saber com o que ele pode contar e então não é uma conversa que vai ajudar. O Kaká teve um período de problemas com o Dunga, que ele conseguiu contornar. Eu nunca tive nenhum problema com ele. Não tem o que ficar falando, tenho sim que trabalhar para que ele possa se lembrar de mim.
Você tem 28 anos já, não é mais um garoto. Acha que isso te prejudica de alguma forma em uma vaga na Seleção, que tem como lema a renovação?
Acho que não tem nada a ver. O que me prejudicou foi minha lesão mesmo, fiquei sete meses fora, mas hoje eu estou bem e pronto para voltar em breve.
Você gosta de personalizar a mensagem de caixa postal do seu celular. Até quando foi para Espanha você gravou um “Usted llamo, Usted llamo a Cicinho...”. E agora? Está em italiano?
Não, eu mudei. Agora não tem, está o convencional mesmo. Ainda não dá para arriscar o italiano (risos).
E como todo bom interiorano deve gostar de hábitos um pouco diferentes dos daí de Roma. E como fica a pescaria, dá para fazer alguma por aí?
NEu gosto de pescar sim, mas aqui na Itália não dá. Não tem lugar para pescar.
Já tem até videogame de pesca, você conhece?
Olha até tem esses jogos aí, mas eu não curto muito videogame. A gente mata a saudade com muita moda sertaneja.
Qual é a banda do momento que não sai do seu rádio?
Tenho escutado muito Victor & Léo. Essa banda nova me deixa com muita saudade do Brasil.
E você conseguiu contagiar os italianos com seu jeito caipira de ser?
Eles preferem a tarantela deles. Não tem o que os mude. São de opinião própria. A minha ficou comigo mesmo.
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Volta Olímpica?

Por Paulo Passos, especial para Placar
São Paulo (SP) - A poucos meses do fim de seu contrato com o Milan, Emerson admite retornar ao Brasil e avisa: se o Grêmio o quiser, ele voltará ao clube do coração.
Confira a entrevista na íntegra:
Depois de tanto tempo na Europa você pensa em voltar a jogar um dia no Brasil ou quer se aposentar aí?
Sim, estou há mais de dez anos na Europa e agora estou pensando em mudar um pouco o meu foco e ritmo de vida. Eu só atuei aqui em times de ponta. Tirando o Bayer Leverkusen, na minha chegada, todas equipes disputavam os principais títulos e consegui ganhar muitos deles. Eu já decidi que em junho vou deixar a Europa. Meu contrato com o Milan encerra e não sei ao certo ainda qual será o destino.Vou ver com o meu procurador ainda.
Mas você pensa voltar para o Brasil?
Minha idéia inicial é essa. Falei com a minha família e quero ficar mais perto deles. Claro que existem esses novos mercados que exigem menos em relação a tempo. Por exemplo, estive no Quatar e por lá o campeonato para por dois meses. Então, você tem a possibilidade de ficar mais tempo no Brasil também. Vou decidir o meu destino nos próximos meses.
E com uma possível volta ao Brasil, você tem preferência por clube? Já recebeu alguma proposta?
Não, ainda não falei com meu procurador sobre isso. Agora, se voltar, a prioridade é ficar próximo da minha família, que está no Rio Grande do Sul.
Pode ser um retorno para o Grêmio, de onde você saiu em 1997?
Todo mundo sabe que o Grêmio é o time do meu coração. Eu tendo a possibilidade de voltar para lá seria ótimo. Agora, eu preciso estar bem também, a ponto de eles me quererem, né? Preciso ter certeza de que serei útil e uma coisa dessas não depende só de mim. Quando volta do exterior, você tem uma responsabilidade a mais. Então, preciso estar pronto para tudo isso. Eu espero jogar mais uns três anos. Isso, claro, se eu tiver condições físicas. Hoje o futebol exige muito, mas acho que aguento bem até os 35.
Jogaria no Inter?
Não (risos). Com todo o respeito e sabendo que o Inter é uma das melhores equipes da atualidade no Brasil, mas é uma coisa que eu não faria pelo meu passado gremista. Sendo o Brasil o meu destino, o sul seria uma prioridade. E aí, o destino poderia mesmo ser o Grêmio. Agora, eu não descarto outras coisas, porque sou profissional também. Menos o Inter (risos).
Como o Milan consegue jogar com tantos jogadores mais velhos? Tem algum treinamento ou preparação especial?
Aqui no Milan tudo é bem diferente das outras equipes em que eu passei. Eles fazem trabalhos específicos para cada posição e isso é separado em todo treinamento. A parte física é feita para cada posição. Agora, não existe um trabalho específico para os mais velhos. Apenas um cuidado maior na recuperação. Eles têm a sensibilidade e conhecimento de saber que eu, o Maldini e outros acima dos trinta precisamos de mais tempo de recuperação do que o Pato, por exemplo.
O Pato demorou a se firmar, mas já é o goleador da equipe. Você acha que ele realmente vai arrebentar?
O que aconteceu com o Pato foi raro no futebol. Era um craque já com poucas partidas no profissional, e isso não foi bom no início. Uma expectativa tão grande, ainda mais para um menino que chega no campeonato italiano, que é difícil. Ele precisava se desenvolver até mesmo fisicamente. Agora ele está mais adaptado aos treinamentos. Está trabalhando bem mais do que no ano passado. Eu acredito que ele vai fazer muitas coisas boas pelo Milan e pela seleção.

Você acha que ele é diferenciado?
Com certeza. Com o que eu vi dele no trabalho diário e nos jogos dá para dizer que ele é diferente. Ele tem muita qualidade, mesmo.
E o Ronaldinho ainda tem lenha para queimar? Você acha que ele consegue repetir o que já fez no futebol?
Só depende dele! Ninguém desaprende a jogar futebol, e ele ainda é novo. Eu tive a possibilidade de jogar como adversário e como companheiro de equipe dele quando estava no auge e vi o quanto ele pode fazer. O cara é fora do normal no campo!
O Milan de hoje, com tantas estrelas, é uma reedição do Real Madrid galáctico? Terá o mesmo fim?
Eu espero que não entre nessa mentalidade e que, com esse time cheio de estrelas, dê certo. Agora, não é fácil. É difícil para o treinador escalar onze jogadores e ao mesmo tempo deixar o ambiente sereno. Tem muita gente com nome, todos querem jogar e alguns vão acabar ficando de fora. Aqui, por enquanto, está tudo bem, não houve nenhum problema, mas são coisas que podem acontecer quando você tem um time com tantas estrelas.
E a chegada do Beckham pode aumentar as chances de isso acontecer?
Olha, eu conheci o Beckham lá em Madri e descobri um cara muito profissional. Ele é bom para o grupo, positivo, não cria problema nenhum. O tumulto que acaba surgindo não é por nada que ele faça. Só a presença dele já causa um furor. A primeira chegada da equipe com o Beckham, no aeroporto de Roma, foi algo que eu nunca tinha visto na minha vida. Muita gente e muitos fotógrafos. Nem na seleção brasileira tinha visto algo assim.
Existe uma pressão para a renovação na posição de volante na seleção brasileira. Quais os bons nomes da nova geração na posição?
Sempre que me perguntam eu digo: o Gilberto Silva é o titular daquela posição. Pela forma como o Brasil joga, tem que ter alguém para marcar, para segurar a defesa. Hoje, ele é o mais apropriado para a função. Fiz esse papel e sofri com essa mentalidade de que todo mundo no meio-campo precisa ir para o ataque. Lembro que o Felipão falava nos treinos: tu não passa daqui, apontando para o meio do campo. Era como se tivesse um laser marcando o meu limite no campo. Nós temos jogadores com qualidade, mas é difícil encontrar um cara que faça essa função tão bem quanto o Gilberto Silva. Muita gente fala do Hernanes, do Lucas. São ótimos jogadores e podem atuar ao lado do Gilberto, mas não os vejo substituindo-o. Porque os outros, no meio e nas alas, atacam. Alguém tem que ajudar a defesa para dar equilíbrio para a equipe. Taticamente, é um papel importante.
Você já jogou na Alemanha, Espanha e Itália. Onde se adaptou melhor?
Foi na Itália, até pelo tempo que eu fiquei e pela vida que consegui levar. Eu não troco o Brasil por nada, mas aqui me sinto em casa. Eu joguei em três times de ponta, em cidades diferentes, e acho que fui bem em todas.
Pelo tempo que conviveu com Ronaldo no Real Madrid, Milan e seleção brasileira, acha que ele vai dar certo no Corinthians?
Eu sou suspeito para falar porque sou amigo e também fã dele. Na minha primeira Copa, vi um jogador que era fora do normal. Eu acho que ele é um cara muito bom de coração e teve muitos problemas fora de campo, além das lesões. Ele tem muita qualidade, e se botar na cabeça que futebol é sacrifício, não duvido de que vai conseguir voltar e fazer alguma coisa a mais pelo nosso futebol.
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Fila Dupla

Por Rafael Maranhão
São Paulo (SP) - Em entrevista exclusiva à Placar, Cristiano Ronaldo diz que não se cansa de enfileirar títulos e prêmios — e revela que ainda sonha marcar um gol fazendo fila nos adversários.
Confira a entrevista na íntegra:
Nos últimos 12 meses você ganhou a Champions League, o Mundial de Clubes, a Chuteira de Ouro, e foi eleito o melhor jogador da Europa e do mundo. O que vai fazer daqui para frente, relaxar um pouco?
Não gosto de relaxar (dá uma gargalhada). Eu sou jovem, tenho um longo caminho pela frente e quero ficar na história do futebol. Acho que já estou na história, mas quero marcar ainda mais páginas e para isso tenho que seguir nesse caminho, em busca de mais conquistas. Graças a Deus, estou num clube que me dá garantias de poder ganhar todos os títulos que disputo.
Esse ano, porém, a briga pelo título de melhor do mundo deve ser ainda mais difícil, com o Messi vivendo grande fase. Você assiste aos jogos dele?
Eu assisto aos jogos dele, não apenas por ele, mas pelo Barcelona, que é uma grande equipe. O futebol é minha vida, gosto e tenho que acompanhar os jogos das principais equipes e tudo o que está acontecendo. Sem dúvida ele é um grande jogador, fantástico, mas não gosto disso de comparações.
Você fez 42 gols na temporada passada, muitos deles bem bonitos. Mas que gol você ainda não marcou e gostaria de marcar antes de encerrar a carreira e entrar na história?
De uma baliza à outra. Cruzar o campo inteiro driblando os dez jogadores adversários. Esse gol eu gostaria de fazer. Já fiz alguns gols bonitos nos treinos também e que gostaria de repetir nos jogos, fintando quatro jogadores e marcando, por exemplo.
De onde vem aquele ritual das cobranças de falta, dos quatro passos para atrás antes de correr para a bola?
É um estilo de bater. É assim que me concentro, assim que gosto de bater na bola. Eu me concentro no que vou fazer, no meu chute. Tem dado certo, tenho feito alguns gols de falta. E quando a bola entra é quase sempre um belo gol, porque a trajetória da bola é bonita. Mas cada jogador tem um estilo e técnica diferentes.
Você tem muitos admiradores, mas também tem muita gente que torce contra, seja porque você atua contra o time ou a seleção deles. Como se sente em relação a isso?
Eu gosto (dá uma risada). Eu gosto que me vaiem, que assobiem. Não me importo. Não é que me dê mais força, mas não me incomoda, não me atrapalha em nada. Quando eu entro em campo me concentro apenas na partida e procuro esquecer o que se passa à minha volta. Mas sei também que tem muita gente que torce por mim, que espera que eu sempre jogue bem. Eu busco isso, pois é importante para minha auto-estima também. Como diz o professor Carlos Queiroz, nós jogamos não apenas por nós mesmos, mas por nossa família, nossos amigos e todos os que gostam de nós.
A realidade na seleção portuguesa é bem diferente da que você vive no seu clube. Você sente mais pressão jogando pela seleção do que pelo Manchester United, onde divide as atenções dos adversários com outros grandes atacantes? Qual a diferença?
Noto, é diferente. Eu passo quase o ano inteiro treinando com os mesmos jogadores no meu clube, estamos muito mais entrosados, enquanto na seleção é mais difícil se acertar com pouco tempo para treinar. Eu sei que as pessoas esperam muito de mim, por tudo o que eu já conquistei, mas eu também espero. Quero sempre fazer o melhor, mas, infelizmente, nem sempre é possível.
Mas, antes, mesmo com os problemas de falta de tempo para treinar, a seleção portuguesa alcançou bons resultados. O que aconteceu?
Houve uma mudança muito radical na seleção, uma mudança de treinador, de parte do plantel, e estamos passando por um momento complicado. Devido às circunstâncias não estamos conseguindo repetir os resultados dos últimos anos, a que as pessoas se acostumaram. Mas o sucesso não se faz por linhas retas e Portugal vai tentar mudar este rumo. Não passa pela minha cabeça ficar fora da Copa do Mundo. Eu acredito plenamente na nossa equipe e no treinador. Se remarmos todos para o mesmo lado, se formarmos um grande ambiente, vamos nos classificar para o Mundial.
Você ainda tem contato com o Felipão? Por que acha que ele não deu certo no Chelsea?
O míster Luiz Felipe é, em primeiro lugar, um amigo meu, um treinador que me ajudou bastante e com quem eu gostaria de trabalhar novamente, porque evoluí muito com ele em todos os aspectos. Quando ele veio para cá as pessoas gostavam dele, mas a vida de um treinador é muito complicada. Se os resultados não aparecem, o técnico é quem paga. O mundo do futebol é assim, mas ele não vai deixar de ter o valor que tem. É um campeão do mundo, só isso já diz tudo. O que Scolari alcançou tanto no Brasil quanto na Europa faz dele um treinador exemplar, brilhante. Tive a sorte de trabalhar com ele e espero que isso aconteça outra vez.
Agora, no Manchester United, você tem a companhia de muitos brasileiros. Entre eles, os gêmeos Rafael e Fábio, que dizem que você adora contar que não fosse por sua causa eles não estariam no clube. É verdade?
Isso é brincadeira. Eles são dois meninos incríveis, muito educados e com um grande talento e um grande valor para o clube. Eu realmente liguei para eles a pedido do Sir Alex Ferguson, por causa do idioma e para explicar para eles o que representa o Manchester United. Não foi só para convencê-los.
Você ficou surpreso com a primeira temporada deles?
Sim, acho que eles já deixaram uma marca. Não é fácil chegar tão jovem num clube como o Manchester United e já jogar como eles fizeram - e jogar bastante bem, porque ambos têm atuado muito bem. Eu cheguei aqui muito jovem também e sei como é complicado. Mas também não posso esquecer do Rodrigo Possebon, outro menino fantástico, que adaptou-se bastante bem e é um jogador de muito talento. Sem falar no Anderson, claro. Todos os brasileiros no Manchester United têm um grande valor e são pessoas espetaculares.
Assim como eles, você seguiu para o exterior muito cedo. Alguns diriam cedo demais. Já pensou alguma vez como seria se tivesse ficado em Portugal?
Sim, já pensei. Já conversei com algumas pessoas sobre isso e não acho que teria sido igual. Seja se tivesse ficado em Portugal ou ido para outra liga, como a Espanha, por exemplo, quando tinha 18 anos. Eu recebi um convite da Inter de Milão na época também, mas acho que tomei a decisão certa indo para Manchester. Estou no melhor clube e na melhor liga. É claro que é difícil avaliar, mas acredito que tomei o caminho certo. O mesmo vale para o Rafael, o Fábio, acho que eles estão no clube certo e aqui vão se tornar grandes jogadores.
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Messi

Messi: "Para ser uma lenda, preciso ganhar uma Copa"
Gazeta Press

O futebol de Lionel Messi está encantando os quatro cantos do mundo. Em brilhante fase e sendo exaltado em todo o planeta, com manchetes de jornais o comparando a Maradona e chamando-o de "mago", "mito", e até "de outro mundo", o atacante argentino mantém a humildade e reitera: só será uma lenda se ganhar uma Copa do Mundo.

Com apenas 22 anos, 'La Pulguita' têm sido decisivo na grande maioria de jogos do Barça, tanto que marcou dois 'hat-tricks' (três gols na mesma partida) em duas rodadas consecutivas e é o artilheiro isolado do Campeonato Espanhol com 25 gols.

No entanto, nem mesmo a campanha do Barcelona no Espanhol ou na Copa dos Campeões é o suficiente: o argentino quer brilhar com sua seleção. "Para ser uma lenda, é necessário vencer uma Copa do Mundo", assegurou o atacante ao El Mundo Deportivo.

"Tenho apenas 22 anos, e está tudo passando muito rápido. Por isso, tenho que estar tranqüilo", disse o camisa 10 do Barça, que precisa repetir as brilhantes atuações com o uniforme azul-grená com a camisa alviceleste para triunfar no Mundial na África do Sul.

Com o Barcelona, Lionel Messi já conquistou todos os títulos possíveis, a maioria deles na última temporada. Já com a Argentina, o atacante foi campeão do Mundial sub-20 em 2005 e medalhista de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim. Portanto, falta um troféu em sua galeria.
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Adversários do Brasil: Coreia do Norte


Conheça os adversários da seleção brasileira na Copa do Mundo

da Placar
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Com apenas uma participação em Copas do Mundo (foi até as quartas-de-final na Inglaterra, em 1966), a Coreia do Norte é um grande mistério. Na bagagem tem uma vitória histórica de 1 x 0 contra a Itália e uma partida emocionante contra Portugal (foi derrotado por 5 x 3).
Atualmente ocupa a modesta 84ª posição no ranking da Fifa, atrás de seleções como Bulgária, Irã e Bahrein e não possui nenhum grande de âmbito internacional.
A classificação, 43 anos depois da única participação em Mundiais, veio na última rodada em um empate de 0 x 0 contra a Arábia Saudita, com grande atuação do goleiro Ri Myong-Guk
Confira o desempenho da Coreia do Norte nas Eliminatórias:
Mongólia 1x4 Coreia do Norte
Coreia do Norte 5x1 Mongólia
Jordânia 0x1 Coreia do Norte
Coreia do Norte 0x0 Coreia do Sul
Turcomenistão 0x0 Coreia do Norte
Coreia do Norte 1x0 Turcomenistão
Coreia do Norte 2x0 Jordânia
Coreia do Sul 0x0 Coreia do Norte
Emirados Árabes 1x2 Coreia do Norte
Coreia do Norte 1x1 Coreia do Sul
Irã 2x1 Coreia do Norte
Coreia do Norte 1x0 Arábia Saudita
Coreia do Norte 2x0 Emirados Árabes
Coreia do Sul 1x0 Coreia do Norte
Coreia do Norte 0x0 Irã
Coreia do Norte 0x0 Arábia Saudita
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Adversários do Brasil: Costa do Marfim


Conheça os adversários da seleção brasileira na Copa do Mundo


Na 16ª posição do ranking da Fifa, a seleção marfinesa é considerada uma das promessas para a Copa do Mundo 2010. Classificada com uma rodada de antecedência nas Eliminatórias africanas, a equipe do técnico bósnio Vahid Halilhodzic conta com a grande fase Didier Drogba, principal estrela da Costa do Marfim e peça importantíssima no Chelsea.
Assim como outras seleções africanas, os marfineses têm como característica principal a força física, além disso tem em seu elenco muitos jogadores, além do já citado Drogba, que atuam no futebol europeu. São eles: Kolo Touré e Emmanuel Eboué (Arsenal), Didier Zokora (Tottenham), Salomon Kalou (Chelsea), Bonaventure Kalou (Heerenveen), Aruna Dindane (Lens), Kanga Akalé (Olympique de Marseilha) e ainda Yaya Touré (Barcelona).
Na segunda participação em Copas do Mundo (foi classificada para a Alemanha, em 2006) a equipe tenta melhorar o desempenho e passar pela primeira fase. Para isso, enfrentará Brasil, Coreia do Norte e Portugal. A partida inédita contra a seleção brasileira acontecerá em Joanesburgo, no dia 20 de junho.
Confira o desempenho da Costa do Marfim nas Eliminatórias:
Costa do Marfim 1x0 Moçambique
Madagascar 0x0 Costa do Marfim
Botsuana 1x1 Costa do Marfim
Costa do Marfim 4x0 Botsuana
Moçambique 1x1 Costa do Marfim
Costa do Marfim 3x0 Madagascar
Costa do Marfim 5x0 Malaui
Guiné 1x2 Costa do Marfim
Burkina Fasso 2x3 Costa do Marfim
Costa do Marfim 5x0 Burkina Fasso
Malaui 1x1 Costa do Marfim
Costa do Marfim 3x0 Guiné
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Adversários do Brasil: Portugal


Conheça os adversários da seleção brasileira na Copa do Mundo

O quarto lugar na Copa do Mundo da Alemanha, a eleição de Cristiano Ronaldo como melhor jogador do mundo pela Fifa em 2008, a participação em todos os principais torneios de seleções desde 2000 e o 5º lugar no ranking da Fifa qualificam a seleção portuguesa como uma das principais do mundo atualmente.
Depois da saída de Luís Felipe Scolari, Carlos Queiroz assumiu com a missão de manter o elevado padrão de jogo da equipe. Mas o começo ruim, com apenas cinco pontos nas primeiras cinco rodadas das Eliminatórias, gerou dúvidas com relação à participação portuguesa na Copa de 2010. Mesmo a vaga na repescagem estava ameaçada.
A reação veio em junho, após vitória dramática por 2 x 1 sobre a Albânia fora de casa. Com um empate e três vitórias consecutivas nos quatro últimos jogos, uma delas contra a Hungria fora de casa, os portugueses chegaram à repescagem. Dois triunfos contra a Bósnia carimbaram a vaga de Portugal para a quinta participação no principal campeonato de futebol do mundo.
A esperança portuguesa está nos pés de Cristiano Ronaldo, nascido na Ilha da Madeira, de onde vem grande parte dos imigrantes portugueses na África do Sul – estimados em 400 mil. Os brasileiros naturalizados Liédson, Deco e Pepe também têm participação fundamental na equipe, especialmente o primeiro, que resolveu o problema no ataque português e foi fundamental na arrancada final nas Eliminatórias.
Campanha nas Eliminatórias:
Malta 0x4 Portugal
Portugal 2x3 Dinamarca
Suécia 0x0 Portugal
Portugal 0x0 Albânia
Portugal 0x0 Suécia
Albânia 1x2 Portugal
Dinamarca 1x1 Portugal
Hungria 0x1 Portugal
Portugal 3x0 Hungria
Portugal 4x0 Malta
Portugal 1x0 Bósnia
Bósnia 0x1 Portugal
Confira o desempenho de Portugal nas Copas:
1966: 3º lugar
1986: Eliminação na primeira fase
2002: Eliminação na primeira fase
2006: 4º lugar
Confrontos contra o Brasil na Copa do Mundo:
Portugal 3 x 1 Brasil (1ª fase - 1966)
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Pet recebe proposta flamenguista, mas faz mistério sobre renovação


Após se reunir com a diretoria do Flamengo nesta segunda-feira, o sérvio Petkovic deixou a Gávea em silêncio. Com uma proposta de renovação em mãos, o experiente meio-campista não quis falar sobre a reunião, e ainda tem que decidir se irá aceitar a oferta ou fazer uma contra-proposta.
O jogador não se pronunciou ao deixar o centro de treinamento flamenguista acompanhado de seu procurador, Josias Cardoso. No entanto, Marcos Braz detalhou o encontro.
"O Flamengo entregou uma proposta oficial para renovar o contrato. O Pet saiu com ela e ficou de nos dar um retorno, dizendo se a aceita ou se fará uma nova proposta", afirmou o dirigente. "Foi colocada no papel uma oferta para ele. Agora, estamos aguardando a evolução da negociação. Não há outra reunião marcada, mas na própria proposta foi colocado um prazo para que ele possa responder".
No entanto, Braz não quis falar os termos da negociação, embora especule-se que o meia queria estender seu contrato até 2011, enquanto o clube só o quer até o fim de 2010. "Agora está nas mãos dele. Prefiro não comentar detalhes da reunião. Se o Pet quiser, pode falar", concluiu.
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"Chegou a hora de mudar de ares"


Por Marcelo Neves, da Placar
São Paulo (SP) - Em agosto do ano passado, o lateral Rafinha protagonizou um episódio pouco comum no futebol. Convocado pelo técnico Dunga para defender a seleção brasileira durante os jogos olímpicos de Pequim, o jogador teve de enfrentar a diretoria do Schalke 04, que não o liberou. Isso no entanto não intimidou Rafinha, que comprou a briga e disputou todo o torneio, que rendeu uma medalha de bronze ao Brasil.
Passados sete meses, Rafinha conta com exclusividade à Placar quais foram as consequências de seu ato e deixa claro: só tomou tal atitude, pois tinha a palavra do clube alemão de que seria liberado para disputar a Olimpíada.
Há quatro temporadas no Schalke 04, o lateral fala dos seus planos futuros, de seleção brasileira e do sonho de disputar uma Copa do Mundo. Aos clubes interessados em seu futebol, Rafinha manda um recado: “Chegou a hora de mudar de ares”.

Confira a entrevista na íntegra:
Recentemente a imprensa européia reveleu que Bayern Munique e Juventus estariam interessados na sua contratação. Você chegou a receber algum contato desses clubes ou isso tudo não passou de especulação?
Fiquei sabendo do interesse e isso me deixou muito feliz, pois são duas grandes potências do futebol europeu. Eu não tive um contato direto com os clubes, pois tenho pessoas para cuidar desses assuntos. Mas o interesse existe sim. Qualquer jogador fica muito honrado ao saber que está despertando o interesse de equipes desse porte.
Você vê com bons olhos a possibilidade de defender um clube de maior expressão da Europa na próxima temporada?
Acho que chegou o momento de mudar de ares. Estou há quarto anos no Schalke, conquistei muita coisa aqui e fui muito feliz. Mas todo jogador quer evoluir na carreira, e eu não sou diferente. Quero defender um clube de chegada, que esteja sempre brigando na Liga dos Campeões. Seria uma experiência e tanto atuar no futebol italiano, mas o Bayern Munique é uma grande equipe também. Farei aquilo que for melhor para a minha carreira.
Antes do início da Olimpíada você teve um problema com a diretoria do Schalke, que se negou a liberá-lo para se juntar ao grupo da seleção brasileira. Como foi esse espisódio, e como isso se resolveu? Ficou alguma mágoa?
Esse foi um dos momentos mais complicados da minha carreira. A diretoria do Schalke tinha prometido me liberar para disputar a Olimpíada, mas como não terminamos bem a temporada eles mudaram de ideia na véspera de eu me juntar ao grupo. Como já tinham me dado a palavra antes, comprei a briga e fui. Sempre sonhei em disputar uma Olimpíada, queria defender o meu país e essa seria a minha única oportunidade. O retorno ao clube que foi complicado. Todos os dirigentes me olhavam feio e a torcida me vaiava toda a vez que eu pegava na bola. Mas consegui fazer boas partidas e marcar alguns gols logo no início, e isso amenizou o clima ruim. Hoje o assunto está superado, mas existe sim ainda uma pequena mágoa.
No final, você disputou a Olimpíada e foi titular do time do Dunga. Mas novamente a medalha de ouro não veio. O que faltou dessa vez para o Brasil conquistar esse título que ainda falta?
São coisas do futebol. Não tenho como apontar algum tipo de erro. Foi sem dúvida o melhor grupo com o qual já trabalhei em toda a minha carreira. O clima era muito bom e tínhamos grandes jogadores. Foi uma fatalidade. Tínhamos totais condições de conquistar a medalha de Ouro, mas pela frente tinha a Argentina, que vinha mordida pelos recentes fracassos contra a seleção principal. Eles jogaram tudo aquele jogo...
Dunga optou por convocar Maicon e Daniel Alves para os dois jogos da eliminatórias (contra Equador e Perú). Ficou alguma frustração por não fazer parte da lista?
É claro que eu sempre quero fazer parte de todas convocações. Sonho em disputar a Copa de 2010, na África do Sul. Mas ao mesmo tempo eu sei que o Maicon e o Daniel Alves estão em melhor momento e merecem ser os dois laterais-direitos da seleção nesse momento. Eu estou sempre à disposição e o Dunga sabe disso. Já fui convocado em outras ocasiões e cheguei até a ser titular. O Maicon e o Daniel Alves são dois grandes amigos e torço muito por eles. Estou fazendo o meu trabalho da melhor forma possível para o dia que tiver a minha chance correponder da melhor forma.
Você acredita que uma transferência para um clube de maior expressão na próxima temporada poderia deixá-lo mais próximo de disputar a Copa do Mundo?
Com certeza. O Maicon e o Daniel Alves são os grandes exemplos disso. Eles defendem dois dos maiores clubes do mundo (Internazionale e Barcelona, respectivamente) e lideram os campeonatos de seus paises. Mas isso também não tira o mérito dos dois, que estão jogando um futebol de alto nível e merecem integrar o grupo da seleção brasileira. Minha grande meta para 2010 é sem dúvida disputar a Copa do Mundo e farei o que for preciso para realizar esse sonho.
Nos últimos anos, o Schalke esteve sempre na briga pelo título até as últimas rodadas. Nesta temporada, no entanto, a equipe faz uma campanha discreta e ocupa apenas a oitava colocação na tabela. O aconteceu?
Nós tivemos um começo de temporada muito ruim. Perdemos muito jogos em casa e agora estamos tendo que correr atrás. Além disso, muitos jogadores deixaram a equipe, e ficamos com o elenco um pouco enfraquecido. Mas aos poucos o time está se recuperando. É claro que o título fica um pouco distante, já que estamos 12 pontos atrás do líder (Herta Berlim). Temos de nos superar e garantir uma vaga na Liga dos Campeões.
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Muricy Ramalho

Muricy Ramalho

Muricy 2: a missão

Por Bernardo Itri
São Paulo (SP) - Depois da saída do Tricolor e do fracasso em seu primeiro campeonato à frente do Palmeiras, Muricy Ramalho analisa a temporada passada, fala que o ambiente no Verdão é melhor que o do São Paulo, defende a passagem de Vagner Love pelo Palestra e prevê ares melhores em 2010
Confira a entrevista na íntegra:
O Palmeiras ficou 19 rodadas na liderança do Brasileirão. Como você explica a perda do título e da vaga na Libertadores?
A gente perdeu o campeonato quando o Maurício Ramos e o Pierre se lesionaram. Nós tínhamos a melhor defesa, com só 22 gols sofridos, e estávamos em primeiro. O setor do meio-campo ficou desorganizado. Aí não teve jeito. Mas é engraçado: parece que o Palmeiras é pior que os times que quase foram rebaixados? Por que toda essa pressão em cima? A gente foi líder por boa parte do Brasileiro e, no final, não chegamos na Libertadores. Você acha que os times que não ganharam o Brasileiro estão bem? Te garanto que não estão. O problema é que parece que só o Palmeiras ficou abalado com o campeonato de 2009. Os outros clubes conseguem abafar.
As histórias de racha no elenco do Palmeiras, de ciúmes entre os jogadores e outros problemas internos não param de aparecer...
Não tem nada disso. A quantidade de boatos que aparecem no Palmeiras é impressionante. O ambiente aqui é um dos melhores que eu já trabalhei.  Às vezes, chega a ser melhor do que o que tive no São Paulo. Falam que eu tenho problema com o Cipullo [vice de futebol] e com o Toninho [gerente de futebol] e não tem nada a ver. Se não gosto de alguém, eu nem falo com a pessoa, e as pessoas com quem eu mais falo aqui são os dois. Teve a briga em Porto Alegre entre o Maurício e o Obina e, para você ver como o ambiente é bom, eles ficaram até as três da manhã conversando. Então não tem essa história...
Sobre o Vagner Love: as baladas, o salário de 400 000 reais e a briga com a torcida causaram algum desconforto?
Aqui ninguém sabe o salário de ninguém. Não existe isso. O Vagner sempre foi muito querido. E depois da briga ele foi muito homem. Ele foi pro pau. Não se escondeu.
Você tem algum outro exemplo sobre o bom ambiente no Palmeiras?
Uma coisa que ficou na minha cabeça foi com o Marcos. No jogo contra o Corinthians, no segundo turno do Brasileirão, ele foi expulso. Depois da partida, ele abriu mão de receber o bicho - e olha que contra o Corinthians, clássico, não é pouca coisa. Quis dar sua parte para algumas pessoas da comissão técnica, como roupeiro, massagista... Se o ambiente fosse o que todo mundo diz, não teria uma história como essa.
Por que, então, se o ambiente é bom, surgem tantas histórias?
Ah, isso eu já não sei. Não tenho a ver com isso. Não sou eu que tenho que cuidar disso [olhando para cima]. Minha função é dentro do campo. Não me meto em nada além disso. Eu sou valorizado no futebol por isso. Tenho meu contrato com o Palmeiras até o fim do ano e vou cumprir. Antes de vir pra cá, tive 5 propostas melhores financeiramente e escolhi o Palmeiras. Sabia que tinha estrutura e vim para ser campeão brasileiro de 2009. Não tenho e nunca tive fixação pela seleção. Mas, se tiver a proposta de ir, é o único jeito de eu quebrar o meu contrato com o Palmeiras.
Agora, o Palmeiras começa o ano com um elenco muito parecido com o de 2009. O que tem que ser feito para esquecer as decepções do ano passado?
Ano passado, tínhamos um time titular muito bom e reservas num nível abaixo. Com a ausência de jogadores importantes, o time, obviamente, caiu muito de rendimento. O Palmeiras está com um projeto de ter jogadores próprios, que possam ser vendidos no futuro. E temos a nossa parceira, a Traffic, que também tem uma visão parecida. Então, nas reuniões que fazemos - eu, com o J. Havilla [dono da Traffic], o Toninho e o Cipullo - discutimos nomes que se encaixam nesse perfil para contratarmos. E é isso que estamos fazendo.
Mas o clube sofre com problemas financeiros. Houve uma conversa sobre o que é possível gastar e sobre redução de gastos?
Eu estou no futebol há muito tempo. Não precisa ninguém falar. Já conversamos sobre o que pode ser reduzido. Vamos ter algumas dispensas e vamos contratar na medida do possível para ganharmos títulos esse ano. Eu dou várias opções para contratação. Não sou daqueles treinadores que, se quer um jogador, tem que ser ele. Se não der para contratá-lo, não precisa contratar ninguém. Eu sei da situação da equipe e dou opções de acordo com o que o clube pode fazer. E com o perfil certo. O clube não tem muito dinheiro. Procurando bem, olhando outros mercados e fazendo uma boa pesquisa nós conseguimos achar bons negócios. Não dá pra ficar esperando só jogadores oferecidos por empresários...
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Denilsonn-Jogador do Arsenal

Denílson

Primeiro, a obrigação

Por Jonas Oliveira
Jogador do Arsenal, o jovem Denílson fala das dificuldades de viver sozinho na Inglaterra, da diferença no futebol inglês para o jogado no Brasil, faz uma análise da dificuldade dos jogadores da base subirem ao profissional e projeta um retorno ao Brasil daqui a dez anos, para enfim ter "só alegria"
Confira a entrevista na íntegra:
Por que o Arsenal tem falhado nos momentos decisivos? É muito jogador jovem junto?
Não sei te dizer, mas não acho que existe isso de o time tremer. Estamos devendo mesmo nos clássicos, mas ainda acredito que o time tem a possibilidade de ser campeão, independentemente da pouca idade. Talvez falte um pouco de liderança, mas nossa equipe procura conversar muito dentro de campo.
E como a notícia do confronto com o Porto pela Liga dos Campeões foi recebida por vocês?
Achamos bom, muito bom. Até porque tenho um amigo lá, o Hulk. Nós nos conhecemos na base do São Paulo. Ele é paraibano, a família do meu pai também é, e acabamos virando amigos.
Por que é tão difícil para os brasileiros a adaptação ao futebol inglês?
O futebol aqui é totalmente diferente. No Brasil, você tem mais tempo para dominar e pensar. O futebol inglês é muito forte, tem muito contato. Quem vê de fora acha fácil, mas é bastante complicado. E o Brasil é um lugar maravilhoso, todo mundo sente saudade. Cheguei aqui com 18 anos, já estou morando sozinho há três. É uma situação complicada, que não desejo para ninguém.
Por que optou por morar sozinho?
Meus irmãos têm as coisas deles no Brasil, meu pai também. Claro que a saudade é grande. Moro numa cidade vizinha, chamada Saint Alban's. Fica a 5 minutos do centro de treinamento do Arsenal. É uma cidade tranquila, que me oferece bastante descanso. Gosto de fazer minhas coisas, estudar inglês, que é importante. Independentemente de tudo, vale a pena você passar por esse processo todo, não só pelo dinheiro, mas por aprender outra cultura.
Por que os garotos da base do São Paulo não conseguem jogar na equipe de cima?
É difícil dizer o porquê. O elenco está muito forte, contrataram vários reforços. Acredito que o São Paulo vai dar mais tempo ao tempo com a garotada. Às vezes você joga por cinco, seis anos na base, acha que vai ser um Zidane e quando chega ao profissional não rende o esperado. Jogador está sujeito a esse tipo de coisa.
Você acha que o Muricy Ramalho foi o principal responsável por sua saída do São Paulo?
Com certeza. O Arsenal já tinha manifestado interesse por mim, e o Muricy não estava me usando muito nas partidas.
Mas você guarda alguma mágoa dele?
Não, de jeito nenhum. O técnico escala quem ele quer. Ele não me deu oportunidade, mas deu pra outros jogadores que ele achava que estavam melhores. Quando fui ao São Paulo, há dois anos, conversei com o Muricy, sem problema algum. Mas no fim das contas isso acabou me fazendo muito bem. Se tivesse ficado no Brasil, não teria toda a experiência que tenho hoje.
Você é tido pela imprensa inglesa como um jogador "educado e tímido". Isso ajuda ou atrapalha?
A educação veio da família. Graças a Deus meu pai e minha mãe, que já não está mais conosco, me educaram muito bem. A timidez é uma coisa minha mesmo. Dentro de campo você tem de perder esse tipo de coisa, mostrar quem você é, quem é o Denílson. Mas fora de campo nunca mudei.
Você ainda tem alguma esperança de ser convocado para a Copa?
Claro, tenho o sonho de chegar à seleção. Eu sonho ser convocado para o amistoso de março, contra a Irlanda, que é no Emirates, nosso estádio. Se não for convocado para esse amistoso, vai ficar complicado, porque só vai ter a convocação para a Copa do Mundo. [Uma semana após a entrevista, Denílson não foi convocado para o amistoso.]
Quem são seus principais concorrentes?
Jogadores de alta qualidade, o Lucas, o Anderson, Josué, Sandro. Quem estiver no melhor momento e for mais regular será convocado.
Vários jogadores têm voltado ao Brasil. Você também pensa em voltar?
Não. Sei que aqui estou tendo uma oportunidade única. O jogador tem que saber valorizar isso, ter a cabeça boa. Hoje é o momento de ficar aqui, que é onde ganho e sustento minha família. Quero ficar nove, dez anos na Europa e voltar, ter uma vida boa no Brasil. Aí, depois do futebol, é só alegria.
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A volta do capitão Rogerio Ceni

A volta do capitão
São Paulo (SP) - Rogério Ceni não queria falar antes de retornar aos campos, mas acabou topando. Aqui, ele faz um raio-X da sua lesão e do inferno astral do São Paulo

Confira a entrevista na íntegra:

Como é a sensação de ficar tanto tempo longe da bola para um cara fominha como você, que não gosta de perder nem um simples treino?
É difícil. Nas primeiras semanas, com a perna imobilizada, na cama, pude participar pela primeira vez na minha vida da rotina da minha casa; com minha mulher, minhas filhas. Foi legal. A segunda etapa, a fisioterapia controlada no CT, foi uma tortura. Sentia dor, os exercícios eram sempre os mesmos. Na terceira etapa, com piscina e outras atividades, foi mais interessante. Agora, o momento da volta já está mais próximo.

Você já se sente pronto para jogar? Não tem mais dor?
Ainda sinto dor. Tem dias que eu não sinto nada, mas não é sempre assim. Ainda falta um pouquinho. Quero voltar com calma, sem risco de ter uma lesão muscular, o que atrasaria todo o processo. Quero voltar bem, no peso, preparado para jogar mais três anos em alto nível.

O momento péssimo do time não pode apressar esse retorno?
Pois é. Não pode. Eu quero poder ajudar o mais rápido possível o Ricardo (Gomes, novo técnico do São Paulo). É um sujeito legal, bacana. Chegou há pouco tempo. Queria muito poder ajudar nesse momento. Sei bem o que ele está passando. Vida de goleiro é difícil. Mas vida de técnico é muito mais.

É verdade que você foi sondado para ser técnico do time após a saída do Muricy?
Não! Nem aceitaria. Perderia o respeito que tenho por parte dos companheiros. Sou jogador, como eles. Só pensarei na possibilidade de ser treinador quando parar de jogar futebol. Não dá para conciliar as duas coisas.

Você acha que a diretoria do São Paulo deveria ter demitido Muricy?
Olha. Muricy, além de grande treinador, é meu amigo. Moramos próximos. Foi ele quem me deu a primeira chance, quem teve coragem de me deixar bater faltas. Mas é natural esse tipo de mudança no futebol. Ele vai seguir o ótimo trabalho dele em outro clube e depois possivelmente voltar um dia ao São Paulo. Eu estou sempre disposto a ajudar o próximo, no caso o Ricardo.

Você tem ido a alguns jogos no Morumbi incentivar os colegas, puxar o grito na boca do túnel...
Antes que você acabe a pergunta... Eu fui a todos os jogos do time no Morumbi. Estou procurando fazer o que posso para ajudar. Mas é complicado. Eu não defendo bolas com palavras. Eu ainda não posso entrar em campo...

Se você estivesse jogando, toleraria tanta reclamação pública e chiadeira de seus colegas?
Esse tipo de coisa vira notícia quando o time não ganha. Quando o time ganha, também tem reclamação, de gente que não quer ficar na reserva e tudo mais, e ninguém fica sabendo. O Souza reclamou de não ter jogado a final do Mundial, contra o Liverpool, em 2005, e ninguém deu destaque. O ambiente no São Paulo hoje não é ruim. Os jogadores do São Paulo se respeitam, convivem bem. Acredito que esse time ainda possa dar bons resultados, apesar de não ter encaixado.

O time perdeu a primeira da semifinal do Paulista para o Corinthians no finzinho. No dia seguinte, você fraturou o tornozelo. Foi aí que a derrocada começou?
Não acho. O time já não vinha encantando, apesar de alguns bons resultados na Libertadores e no Paulista, que é muito mais fraco que o Brasileiro. Foram muitos aspectos, muitas lesões. Além da minha, André, Rodrigo, Richarlyson, Renato Silva, Zé Luís... Seria muito presunçoso da minha parte atribuir o declínio da equipe à minha saída.

O São Paulo não conseguiu formar novos líderes e nem um novo capitão na sua ausência. Por quê?
Não é verdade. Temos um capitão agora, o André (André Dias, zagueiro). Ele tem comando. Observei ele incentivando o time antes de entrar em campo. Sabe trabalhar com as palavras. O Miranda, baita jogador, apesar de tímido, também exerce liderança. E o Hernanes também é um cara que sabe puxar o time para cima.

Falando em Hernanes, dá para explicar a queda vertiginosa dele?
Olha. O time inteirou caiu. Ele é um jogador espetacular, diferenciado, mas já é mais conhecido, está sendo marcado. Vai reagir. Tem grande capacidade técnica.

Você não vai escapar de falar sobre os goleiros do São Paulo. O Denis é mesmo seu potencial sucessor?
Ele é um goleiro muito técnico. Teve ótimo trabalho de base. O São Paulo tem goleiro para dez anos. Não vai precisar contratar. Além do Denis (22 anos), o Fabiano (21) e o Leonardo (19) também estariam prontos para jogar, quando eu e o Bosco (36 e 34 anos, respectivamente) não pudermos mais.
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